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Coração-magoado - Iresine herbstii

  • Nome Científico: Iresine herbstii
  • Sinonímia: Achyranthes verschaffeltii
  • Nome Popular: Coração-magoado, iresine, coração-de-maria
  • Família: Amaranthaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: América do Sul
  • Ciclo de Vida: Perene
Arbusto ou folhagem excelente para produzir contrastes de cores que estimulam os sentidos no jardim. Suas folhas arredondas são roxas com nervuras vermelhas e rosadas. A ramagem também é vermelha, bastante ramificada e ereta. As flores pequenas e claras são formadas em inflorescências no verão. O coração-magoado é uma planta rústica e versátil, que pode ser apresentada em maciços, bordaduras, renques ou composições com outras plantas. Ocorre uma variedade de folhas verdes com nervuras de coloração creme.
Devem ser cultivadas a pleno sol ou meio período, em solo fértil enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Para se obter um efeito bem compacto na planta, devemos realizar podas de formação e manutenção. Não é tolerante ao frio extremo. Multiplica-se por estacas.
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Corações-emaranhados - Ceropegia woodii

  • Nome Científico: Ceropegia woodii
  • Sinonímia: Ceropegia linearis subsp. linearis, Ceropegia linearis subsp. woodii, Ceropegia barbertonensis, Ceropegia euryacme, Ceropegia schoenlandii
  • Nome Popular: Corações-emaranhados
  • Família: Asclepiadaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: África do Sul, Zimbábue, Suazilândia
  • Ciclo de Vida: Perene
É uma trepadeira pendente e muito delicada, de caule longo e arroxeado que pode alcançar de 2 a 4 metros de comprimento. Apresenta folhas suculentas, opostas, em formato de coração, de coloração verde-musgo, com um marmorizado prateado na página superior e arroxeadas na inferior. A floração é distribuída durante os meses quentes e as flores são em forma de um pequeno vaso, com corola rosada, e pétalas roxo-púrpura. Os frutos são pequenas vagens, com sementes achatadas, que caem facilmente quando maduras.
Os corações emaranhados podem ser utilizados na decoração  de ambientes internos ou em varandas. Ganham destaque especial se cultivados em grupos de cinco ou mais mudas, em vasos ou cestas suspensas, assim como jardineiras e floreiras colocadas em locais altos. Por não tolerar o sol quente do meio-dia, deve ser protegida neste horário. Se a planta estiver ao ar livre, pode atrair beija-flores. A manutenção desta suculenta se limita às regas e adubações mensais na primavera e verão.
Deve ser cultivada sob meia sombra ou luz difusa (sombra), em substrato leve, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado a intervalos regulares. Não tolera o encharcamento, mas é capaz de passar por um período seco. As regas devem ser reduzidas no inverno, pois a planta entra em dormência. Aprecia o calor. Multiplica-se por estaquia, por mergulhia dos pequenos tubérculos produzidos na base das folhas e por sementes.
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Costela-de-adão - Monstera deliciosa

  • Nome Científico: Monstera deliciosa
  • Sinonímia: Monstera lennea, Philodendron pertusum
  • Nome Popular: Costela-de-adão, monstera, banana-do-mato, abacaxi-do-reino, ceriman
  • Família: Araceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: México
  • Ciclo de Vida: Perene
Suas folhas são espetaculares! Gigantes, elas possuem um desenho único. As bordas são perfeitamente recortadas e possuem furos no meio, como se quisessem arejar-se. Além disso, apresentam uma coloração verde escura e são muito brilhantes.
Deve ser cultivada em substrato rico em matéria orgânica, com regas regulares, à meia-sombra. Plantada isolada ou em pequenos grupos, pode ser tutorada para escalar sobre outras plantas e paredes. Produz frutos comestíveis. Multiplica-se por estaquia oriundas do caule.
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Crista-de-peru - Acalypha wilkesiana

  • Nome Científico: Acalypha wilkesiana
  • Sinonímia: Acalypha amentacea
  • Nome Popular: Crista-de-peru, Acalifa, Rabo-de-macaco
  • Família: Euphorbiaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Ihas do Pacífico
  • Ciclo de Vida: Perene
Arbusto de folhagem muito ornamental, a crista-de-peru é batante rústica e muito utilizada em jardins públicos e residenciais que exigem pouca manutenção. Seu aspecto é bem denso e tropical, as folhas são brilhantes, macias e com bordas serrilhadas. Há diversas variedades disponíveis, com diferentes cores e formas, que podem ser marrons, vermelhas, verdes, manchadas ou com bordas descoloridas, lisas ou retorcidas. As inflorescências são discretas e alongadas e têm pouca importância ornamental.
Devem ser cultivadas a pleno sol, em solo fértil enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Como seu porte é grande (1,5 a 3,0 m), presta-se muito bem como renque, isolada ou em grupos e conjuntos, criando contrastes bonitos com outras plantas. Não tolera o geadas. Mutiplica-se por estaquia.
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Cróton - Codiaeum variegatum

  • Nome Científico: Codiaeum variegatum
  • Sinonímia: Croton pictus, Codiaeum variegatum pictum, Croton variegatum, Codiaeum medium, Codiaeum pictum, Croton variegatus, Phyllaurea codiaeum
  • Nome Popular: Cróton, louro-variegado, folha-imperial
  • Família: Euphorbiaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Ásia
  • Ciclo de Vida: Perene
O cróton é uma planta arbustiva de folhagem muito exuberante. Ele apresenta caule de textura semi-lenhosa a lenhosa e seiva leitosa tóxica. Suas folhas são coriáceas e brilhantes e podem ser afiladas, lobadas, ovaladas ou retorcidas, de tamanhos variados. No entanto o que mais chama a atenção nesta planta é o colorido de suas folhas, que se mostram mescladas de vermelho, roxo, rosa, branco, amarelo, verde ou laranja, nas mais variadas combinações.
As manchas coloridas podem ser simplesmente pintalgadas, ou cobrirem as bordas, o centro e as nervuras das folhas. O porte do cróton pode alcançar 2-3 metros de altura. As flores têm pouca importância ornamental. As variedades são muitas, e as mais conhecidas são a 'Spirale', a 'Andreanum', a 'Majesticum', a 'Aureo-maculatum', a 'Sanderi', a 'Angustissimum', a 'Aucubifolium', a 'Interruptum' e a 'Weismannii'. A escolha da variedade vai depender do gosto do cliente e das qualidades paisagísticas de cada uma.
Os crótons se prestam para utilização como planta isolada, ganhando grande destaque, ou na forma de cercas-vivas, que devem ter um aspecto natural, sem podas geométricas. Em composições com outras plantas também é excelente devido ao belo contraste que sua folhagem proporciona. Pode ser cultivada em interiores, desde que receba muita luz e umidade, não se adaptando ao ar-condicionado.
Devem ser cultivados sob sol pleno ou sombra-parcial em solo fértil, leve e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Tipicamente tropical, o cróton não é tolerante ao frio e às geadas. Multiplica-se por estaquia e alporquia. Utilize sempre luvas para manipular esta planta, pois sua seiva pode provocar irritações na pele.
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Curculigo - Curculigo capitulata

  • Nome Científico: Curculigo capitulata
  • Sinonímia: Curculigo recurvata, Leucojum capitulatum, Molineria capitulata, Veratrum mairei
  • Nome Popular: Curculigo, capim-palmeira
  • Família: Amaryllidaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Ásia
  • Ciclo de Vida: Perene
O curculigo é uma folhagem rizomatosa tipicamente tropical. Ela apresenta touceiras bonitas, com suas folhas verdes, grandes, largas e plissadas, que lembram um pouco as folhas das palmeiras. As inflorescências são pequenos buquês de flores amarelas e ficam escondidas sob a folhagem, tornando-se assim de pouca importância ornamental.
Dada a sua rusticidade, o curculigo é indicado para jardins de baixa manutenção, onde pode ser cultivado como forração, ou como bordadura, ao longo de canteiros, caminhos e muros. A poda drástica bianual estimula a renovação da folhagem. Pode ser plantada em vasos e jardineiras também.
Devem ser cultivados à meia-sombra ou sombra, em solo fértil, leve e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Aprecia a umidade. Pode se tornar daninha, devido ao crescimento do seu rizoma para além das áreas delimitadas. Multiplica-se por divisão da touceira.
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Dicondra - Dichondra repens

  • Nome Científico: Dichondra repens
  • Sinonímia: Dichondra microcalyx, Dichondra micrantha
  • Nome Popular: Dicondra, orelha-de-rato
  • Família: Convolvulaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Brasil
  • Ciclo de Vida: Perene
A dicondra é uma erva prostrada, rizomatosa e de textura herbácea, semelhante aos trevos. Sua ramagem é arroxeada e bastante ramificada. As folhas são reniformes (em forma de rim), arredondadas, como orelhas de rato, o que lhe valeu o nome popular. As cores variam entre o verde-escuro, prateado e até mesmo o verde-limão, geralmente com página inferior prateada. Apresenta pequenas flores solitárias, sem relevância ornamental. Algumas variedades de dicondra apresentam flores ornamentais.
A dicondra é uma excelente forração, substituindo o gramado com maestria, principalmente em locais semi-sombreados. No entanto não é tão resistente ao pisoteio, ficando com um aspecto um pouco amassado, demorando um pouco para se regenerar. Apresenta uma textura delicada e densa, formado um tapete alto e macio, cobrindo bem o solo. Utilize-a em áreas de baixo tráfego, entre pisantes e entre vãos de pedras e escadarias. Também pode ser plantada em vasos, como folhagem pendente.
Deve cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, destorroado, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado periodicamente. Quando bem estabelecida, é mais resistente à seca que os gramados, principalmente à meia-sombra. Não tolera o frio, geadas ou estiagem prolongada. De baixa manutenção, exige duas fertilizações por ano e cortes mensais. Multiplica-se por sementes ou por divisão da ramagem enraizada. Em alguns casos pode tornar-se invasiva.
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Dinheiro-em-penca - Callisia repens

  • Nome Científico: Callisia repens
  • Sinonímia: Tradescantia minima, Hapalanthus repens, Spironema robbinsii
  • Nome Popular: Dinheiro-em-penca, dinheirinho, tostão, mosquitinho
  • Família: Commelinaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: América Tropical
  • Ciclo de Vida: Perene
O dinheiro-em-penca é uma planta herbácea e rasteira, de pequeno porte, alcançando apenas 5 a 10 cm de altura. Ela apresenta folhagem densa e muito ornamental, formada por caule ramificado, filamentoso e comprido, de coloração arroxeada e numerosas folhas cerosas, delicadas, pequenas e verde-arroxeadas, com a página inferior roxa. As flores do dinheiro-em-penca são brancas e pequenas e de pouca importância ornamental.
O dinheiro-em-penca presta-se principalmente como forração. Sua textura fina e delicada é muito valorizada no paisagismo. Adapta-se em diversos estilos  de jardins, e é especialmente indicado seu plantio entre as rochas, em locais úmidos. Também é apropriada para cestas suspensas e jardineiras, de forma que seus ramos pendentes podem ser melhor apreciados. Sua popularização é crescente e diz-se que traz sorte e dinheiro para a pessoa que ganhar um vaso com a muda da planta, de presente.
Deve ser cultivada sob meia-sombra, em solo fértil, leve, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Não tolera o frio, ventos fortes ou pisoteio. O cultivo sob sol pleno torna a planta excessivamente avermelhada e queima as folhas. Já sob sombra, ela perde o aspecto denso, crescendo com entrenós mais compridos. Aprecia adubações mensais na primavera e verão. Multiplica-se facilmente por divisão da ramagem enraizada ou estaquia.
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Dracena-vermelha - Cordyline terminalis

  • Nome Científico: Cordyline terminalis
  • Sinonímia: Asparagus terminalis, Convallaria fruticosa, Dracaena terminalis, Terminalis fruticosa
  • Nome Popular: Dracena-vermelha, cordiline, coqueiro-de-vênus
  • Família: Laxmanniaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Índia, Malásia e Polinésia
  • Ciclo de Vida: Perene
As dracenas conquistaram os jardins tropicais e hoje podemos encontrar muitas variedades, além da vermelha original. Todas apresentam no entanto folhas grandes, largas e com textura de couro e inflorescência terminal de baixa importância ornamental. Podemos encontrar dracenas vermelhas, arroxeadas, róseas, esbranquiçadas, verdes, variegadas, manchadas e listradas em diversas combinações.
Podem ser cultivadas isoladas em vasos e formando maciços, conjuntos e bordaduras no jardim, principalmente junto a muros. Devem ser cultivadas a pleno sol ou meia-sombra, em solo fértil e rico em matéria orgânica. A dracena-vermelha tolera muito bem o frio e multiplica-se por estacas e mais raramente por sementes.
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Espada-de-são-jorge - Sansevieria trifasciata

  • Nome Científico: Sansevieria trifasciata
  • Sinonímia: Sansevieria laurentii, Sansevieria trifasciata var laurentii
  • Nome Popular: Espada-de-são-jorge, rabo-de-lagarto, língua-de-sogra, sansevéria
  • Família: Liliaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: África
  • Ciclo de Vida: Perene
Herbácea de resistência extrema, excelente para jardins de baixa manutenção. No entanto seu crescimento é um pouco lento. Suas folhas são muito ornamentais e podem se apresentar de coloração verde acinzentada e variegadas, com margens de coloração branco-amareladas, todas com estriações de um tonalidade mais escura. As flores brancas não tem importância ornamental. É uma planta de utilização bastante tradicional e a cultura popular recomenda como excelente protetor espiritual.
Devem ser cultivadas à pleno sol ou meia-sombra, em vasos ou em maciços e bordaduras. Resiste tanto à estiagem, como ao frio e ao calor, além de ser pouco exigentte quanto à fertilidade. Multiplica-se por divisão de touceiras, formando mudas completas com folhas, rizoma e raízes.
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Fita-de-moça - Homalocladium platycladum

  • Nome Científico: Homalocladium platycladum
  • Sinonímia: Polygonum platycladum, Muehlenbeckia platyclada
  • Nome Popular: Fita-de-moça, solitária
  • Família: Polygonaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Ilhas Salomão, Papua Nova Guiné
  • Ciclo de Vida: Perene
De aspecto curioso e exótico, o arbusto conhecido como fita-de-moça encanta pela estranheza de seus ramos. Achatados, estriados, brilhantes e planos, eles desempenham o papel das folhas, realizando a fotossíntese e a respiração. Os ramos ainda são articulados, e conhecidos pelo nome de cladódios. As folhas são quase sempre ausentes ou reduzidas e discretas. As florzinhas que despontam nas laterais dos ramos são verde-claras, pequenas e dão origem a pequenos frutinhos avermelhados, e modificam levemente a textura do arbusto.
A fita-de-moça é arbusto de constituição semi-herbácea, apresenta os ramos inicialmente eretos e depois reclinados e pendentes. Ele pode ser plantado isolado, em grupos, ou conduzido com trepadeira, destacando sempre seu jeitão diferente. Geralmente encaixa-se bem em jardins de pedras ou contemporâneos. Adapta-se também a vasos e floreiras, como folhagem ornamental.
Deve ser cultivada sob sol pleno, meia-sombra ou sombra, em solo fértil e adubado com matéria orgânica, irrigado a intervalos periódicos. Aprecia o calor e a umidade tropical, devendo ser cultivada em estufas nos países de clima temperado. Multiplica-se por estaquia dos cladódios ou sementes recém colhidas.
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Flor-batom - Aeschynanthus radicans

  • Nome Científico: Aeschynanthus radicans
  • Sinonímia: Aeschynanthus lobbianus, Aeschynanthus parviflorus, Aeschynanthus javanicus, Aeschynanthus lobianus
  • Nome Popular: Flor-batom, Planta-batom
  • Família: Gesneriaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Sudeste da Ásia
  • Ciclo de Vida: Perene
A flor-batom é uma planta de textura herbácea, rizomatosa, epífita, delicada, tropical e excelente para a utilização em cestas suspensas. Suas folhas são verdes, ovadas, opostas, cerosas e um tanto suculentas. Elas são dispostas em ramos longos, bronzeados e finos. As inflorescências surgem no verão, são terminais, com flores de corola tubular, bilabiada e de cor vermelho vivo, e cálice cilíndrico, com tonalidades que variam do verde ao marrom-arroxeado. Diz-se que por estas características, a flor se assemelha a um batom, o que lhe rendeu o nome popular. As flores apresentam aroma pungente e são atrativas para os beija-flores.
Além das flores curiosas e belas, a flor-batom tem uma folhagem de textura média e tonalidade levemente bronzeada. Por ser pendente, é indicada para o cultivo em cestas suspensas, jardineiras e outros locais onde possa derramar sua folhagem e flores, geralmente em interiores bem iluminados ou em varandas e pátios. Um exemplo bastante moderno e interessante é o plantio em placas de côco, formando jardins verticais em paredes, em monocultivos ou em composição com outras epífitas como ripsális, bromélias e orquídeas.
Deve ser cultivada sob meia-sombra ou protegida do sol direto, mas sob boa iluminação, em solo fértil, bem drenável, rico em húmus e irrigado a intervalos regulares. Não tolera correntes de ar, encharcamentos ou geadas. Também não aprecia "trocas de lugar". No inverno as regas devem ser suspensas, pois podem provocar apodrecimento das raízes. O beliscamento da ponta dos ramos estimula o adensamento da folhagem da planta. Manhosa, prefere ser for irrigada com água morna. Multiplica-se facilmente por divisão da ramagem e estaquia dos ramos na primavera.
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Fórmio - Phormium tenax

  • Nome Científico: Phormium tenax
  • Nome Popular: Fórmio, linho-da-nova-zelândia, fibra-da-nova-zelândia, cânhamo-da-nova-zelândia
  • Família: Hemerocallidaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Nova Zelândia
  • Ciclo de Vida: Perene
O fórmio é uma planta vigorosa, com rizomas bem desenvolvidos e folhagem ornamental. Suas folhas em forma de lâmina, são muito longas, eretas e podem alcançar 3 m de altura. Há muitas variedades de fórmio, com folhas verdes ou avermelhadas e com margens e listras longitudinais de cores diferentes, como amarelo, o branco, o laranja, o róseo e o roxo. As inflorescências surgem na primavera, são altas, com numerosas flores vermelhas e dependendo da variedade tem maior ou menor importância ornamental. As flores atraem beija-flores.
  Sua folhagem vistosa, a torna apropriada para o cultivo isolado em vasos, como bordadura ou em grupos irregulares, e até mesmo em renques junto a muros ou lagos. É versátil e muito rústica, adequando-se perfeitamente a jardins de estilo tropical, contemporâneo ou de pedras. Seu efeito é um tanto expressivo e deve ser usada com moderação e bom senso, para não tornar o jardim cansativo. Na Nova Zelândia, as fibras extraídas das folhas de fórmio, são utilizadas em cestarias e outros artesanatos pelos Maori, que também o utilizam como planta medicinal.
Deve ser cultivado a pleno sol ou meia sombra, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e com regas regulares. Pode ser plantado em terrenos úmidos, como planta palustre, próximo a lagos e espelhos d'água, assim como no litoral. Tolerante a uma ampla faixa climática, desde o clima temperado até o tropical. Multiplica-se por divisão das touceiras e por sementes.
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Gengibre-magnífico - Zingiber spectabile

  • Nome Científico: Zingiber spectabile
  • Nome Popular: Gengibre-magnífico, sorvetão
  • Família: Zingiberaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Malásia
  • Ciclo de Vida: Perene
O gengibre-magnífico ou sorvetão é uma planta herbácea tipicamente tropical que pode ser encontrada crescendo naturalmente nas florestas ao sul da Tailândia. Suas hastes surgem ao longo do forte rizoma, são eretas, semelhantes a cana, e podem alcançar cerca de 1,5 a 2 metros de altura. Suas folhas são verdes, longas e aveludadas na página inferior. As inflorescências surgem na base da planta, oriundas diretamente do rizoma. Elas são sustentadas por hastes fortes, eretas, com cerca de 40 cm. As flores brancas ou amareladas são de valor ornamental secundário, pois são pequenas e abrem-se gradualmente entre as brácteas.
As brácteas são dispostas formando alvéolos, essa textura peculiar rendeu-lhe o nome de Beehive Ginger  (gengibre-colméia) em inglês. O conjunto da inflorescência tem um aspecto cilíndrico a fusiforme, semelhante a um abacaxi. Quando jovens, as brácteas tomam uma coloração esverdeada a amarelo-pálida e, com o tempo vão tornando-se vermelhas. As inflorescências do gengibre-magnífico são muito duráveis e utilizadas como flor-de-corte em belos arranjos tropicais.
No paisagismo, o gengibre-magnífico encaixa-se perfeitamente em renques junto a muros ou em maciços sob a copa das árvores. Sua folhagem tropical é muito bonita, mas sensível a queimaduras, portanto deve-se evitar a luz direta do sol. Em condições ideais seu crescimento é rápido. Também pode ser plantada em vasos e jardineiras, tendo desta forma seu crescimento controlado. As inflorescências surgem no verão e tem o perfume típico de gengibre.
Deve ser cultivada sob meia-sombra, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e mantido úmido. Aprecia o calor e a umidade tropicais sendo perene em climas quentes assim. No entanto pode ser cultivada em climas subtropicais, mediterrâneos ou temperados, mas entra em dormência no inverno e deve ser protegida do frio rigoroso em estufas. Multiplica-se por estaquia do caule, sementes e mais facilmente por divisão das touceiras.
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Guaimbê - Philodendron bipinnatifidum

  • Nome Científico: Philodendron bipinnatifidum
  • Sinonímia: Philodendron selloum
  • Nome Popular: Guaimbê, banana-do-mato, banana-de-morcego, banana-de-imbê, imbê
  • Família: Araceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Brasil
  • Ciclo de Vida: Perene
Suas folhas são espetaculares! Gigantes, elas são profundamente recortadas, o que a torna uma planta escultural, diferente. Além disso, apresentam uma coloração verde escura e são muito brilhantes. As flores tem pouca ou nenhuma importância ornamental. Pode ser arranjada em vasos para decorações  de interiores ou mesmo no jardim, plantada isolada ou em grupos. Confere um ar tropical aos ambientes.
Deve ser cultivada em substrato rico em matéria orgânica, com regas regulares, à meia-sombra ou pleno sol. Tolerante a baixas temperaturas. Multiplica-se pela divisão das mudas laterais e por sementes.
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Gunera - Gunnera manicata

  • Nome Científico: Gunnera manicata
  • Sinonímia: Gunnera brasiliensis
  • Nome Popular: Gunera, Guarda-chuva, Manicata, Urtigão, Ruibarbo-gigante-brasileiro
  • Família: Gunneraceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Brasil
  • Ciclo de Vida: Perene
A gunera é uma planta de textura herbácea e porte arbustivo, com aspecto exuberante que surpreende seus expectadores. Seu caule é rizomatoso, calibroso e revestido por fibras amarronzadas. Diretamente deste rizoma, surgem pecíolos longos, fortes e espinhosos que sustentam as gigantescas folhas desta espécie, que, não raramente, alcançam três metros de diâmetro. As folhas, além de grandes, são ásperas, espessas e apresentam formato arredondado, com recortes mais ou menos profundos, nervuras bem marcadas e bordos serrilhados. A página inferior das folhas é pubescente e com espinhos acompanhando as nervuras, por este motivo têm uma cor verde mais clara que a página superior.
As inflorescências surgem no verão, também diretamente do rizoma da planta e são do tipo panícula, cônicas, eretas, densas, grandes e com numerosas e minúsculas flores verdes a avermelhadas. A despeito de serem atrativas, geralmente estas inflorescências ficam escondidas sob a folhagem. Os frutos são drupáceos.
A gunera é certamente uma opção de destaque no paisagismo. O apelo escultural e as formas avantajadas desta espécie fazem com que ela mereça amplo espaço para se desenvolver livremente e ser apreciada em toda a sua plenitude. Seu uso comum é como planta isolada, mas isso não impede que se formem pequenos maciços ou renques com a planta em jardins extensos. Por gostar de terrenos úmidos, a gunera também pode ser plantada na beira de lagos e cursos d´água.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, permeável, enriquecido com matéria orgânica e mantido úmido. Tolerante ao frio e às geadas. Apesar de apreciar o calor e a umidade, a gunera não gosta de encharcamento ou frio. É possível no entanto cultivá-la em ambientes palustres e regiões de clima temperado. No inverno frio é interessante protegê-la de geadas e neves em estufas ou simplesmente cortando as folhas pela base, que rebrotam com vigor na primavera. Multiplica-se por sementes e por divisão do rizoma. É necessário cuidado e luvas ao manipular esta planta, devido aos espinhos.
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Hera - Hedera helix

  • Nome Científico: Hedera helix
  • Sinonímia: Hedera helix caucasigena, Hedera caucasigena, Hedera taurica, Hedera helix helix
  • Nome Popular: Hera, hera-inglesa, hera-verdadeirahera, heradeira, hereira, aradeira, hedra, hera-dos-muros, hera-trepadeira
  • Família: Araliaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Europa, Ilhas Canárias, África e Ásia
  • Ciclo de Vida: Perene
A hera-inglesa é muito parecida com a hera-da-algéria (Hedera canariensis, tendo porém folhas menores e mais profundamente recortadas, além de crescimento menos vigoroso. É uma planta de textura semi-lenhosa com ramos longos e reptantes, com raízes adventícias, que lhe doam a característica de trepadeira também.
As folhas são simples, persistentes, verde-escuras, brilhantes, coriáceas, alternas, lobuladas ou cordadas e podem ser variegadas de branco, prata ou amarelo, de acordo com as diversas variedades. Ocorrem também heras de porte anão, para uso em vasos. As inflorescências são pequenas umbelas com flores hermafroditas, amarelo-esverdeadas de pouca importância ornamental, mas que atraem abelhas e borboletas na primavera e verão. Os frutos são globosos, pequenos, negros e servem de alimento a diversos pássaros embora sejam tóxicos ao homem.
A hera-inglesa ou simplesmente hera é uma planta multifuncional. Sua beleza delicada e clássica a tornam ideal para compor com flores em floreiras ou cestas suspensas. Também é muito utilizada como forração sob copas de árvores, em canteiros, ou como revestimento. Além disso é um trepadeira interessante em diversos tipos de suporte, como treliças, e até mesmo árvores. Sua capacidade de fixação é ideal para forrar esculturas feitas de arame e outros substratos, dando forma, volume e textura às mesmas. As diversas variedades estão amplamente disponíveis para se adaptar ao gosto de cada paisagista e jardineiro.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, bem drenável e enriquecido com matéria orgânica, irrigado periodicamente. A hera aprecia a umidade e o frio subtropical, e não suporta solos encharcados. É tolerante a geadas e podas para o controle do crescimento. Multiplica-se por sementes, estaquia ou mergulhia.
Medicinal
  • Indicações: Ferimentos, queimaduras, problemas respiratórios, hipertensão arterial, nevralgias, gota, escrofulose, reumatismo, neurites, úlceras e calos.
  • Propriedades: Analgésica, antiespasmódica, calmante, cicatrizante, estimulante, hidratante, lipolítica, vasodilatadora.
  • Partes usadas: Folhas e frutos.
  • Cuidado: Planta tóxica, não deve ser utilizada sem acompanhamento ou indicação médica.
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Hera-da-algéria - Hedera canariensis

  • Nome Científico: Hedera canariensis
  • Sinonímia: Hedera algeriensis, Hedera helix var canariensis
  • Nome Popular: Hera-da-algéria, hera, hereira, hedera
  • Família: Araliaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Açores, Ilhas Canárias e África
  • Ciclo de Vida: Perene
Além de ser trepadeira, a hera-da-algéria serve como excelente forração substituindo gramados, principalmente sob a copa das árvores onde dificilmente os gramados se desenvolvem. Também presta-se à função de proteger taludes. Ela apresenta raízes adventícias, que utiliza para subir e fixar-se sobre suportes, e folhas largas e trilobadas, com recortes pouco profundos, de coloração verde com nervuras claras.
Ocorrem ainda cultivares de folhas variegadas de amarelo e branco assim como, de porte anão. Estas últimas, em floreiras, combinada com gerânios e outras flores tem um efeito pendente bastante interessante.
Deve ser cultivada a pleno sol ou à meia-sombra, sendo pouco exigente quanto ao substrato. Tolerante ao frio. Não necessita tutoramento. Multiplica-se por estaquia.
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Iuca-mansa - Yucca filamentosa

  • Nome Científico: Yucca filamentosa
  • Sinonímia: Yucca concava, Yucca recurvifolia, Yucca smalliana, Yucca flaccida
  • Nome Popular: Iuca-mansa, Agulha-de-adão, Iuca
  • Família: Agavaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: América do Norte
  • Ciclo de Vida: Perene
A Iuca-mansa é uma planta arbustiva, de textura semi-lenhosa, desprovida de caule e largamente utilizada no paisagismo, devido à sua beleza e rusticidade. Ela apresenta folhas verde-azuladas, longas, lanceoladas, basais e dispostas em roseta. Com o crescimento das folhas, soltam-se das margens fibras curvilíneas, brancas, que podem desaparecer nas folhas velhas. Existem ainda muitas cultivares de iuca-mansa, com folhas variegadas de creme ou amarelo. As formas variegadas mais importantes são a "Bright Edge", a "Golden Sword" e a "Ivory Tower".
A inflorescência da iuca é alta, cônica, em espiga e alcança até 3,5 metros. As flores são pendulares, numerosas, de coloração branca, branca-creme ou esverdeadas, perfumadas à noite. O florescimento ocorre no verão, nas plantas mais velhas e que recebem a luz direta do sol. Elas são polinizadas pela mariposa-da-iuca (Tegeticula maculata) e, após a polinização cruzada, produzem frutos do tipo cápsula, com sementes negras e brilhantes. Após a floração e frutificação a planta morre e dá origem a filhotes, que surgem na base.
A iuca-mansa é uma planta extremamente rústica, adequando-se a uma ampla variedade climática, sendo capaz de tolerar a seca, calor intenso e mesmo neve ou geadas. Além disso, é resistente aos avanços de cães e gatos. Por estes motivos é uma ótima escolha para compor bordaduras, maciços ou conjuntos no jardim. Ela é especialmente indicada para jardins de pedra e áridos. Também pode ser cultivada em vasos e jardineiras, adornando pátios, terraços e interiores bem iluminados.
Curiosidades: Os índios norte-americanos a têm como medicinal, utilizam as fibras das folhas no artesanato e o extrato das raízes na fabricação de sabões e xampús. As flores da iuca-mansa são comestíveis, sendo preparadas em saladas ou cozidas. Diz-se que tem sabor de endívias.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solos arenosos ou rochosos, sendo bastante resistente à estiagem. Não tolera solos mal drenados e encharcamentos prolongados. Seu crescimento é lento, mas a haste floral cresce depressa. Multiplica-se por estacas de raízes, pela separação das mudas formadas em torno da planta mãe e mais raramente, por sementes.
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Jibóia - Epipremnum pinnatum

  • Nome Científico: Epipremnum pinnatum
  • Sinonímia: Scindapsus aureus, Scindapsus pinnatus, Pothos pinnata
  • Nome Popular: Jibóia, jibóia-verde, era-do-diabo
  • Família: Araceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Ilhas Salomão
  • Ciclo de Vida: Perene
  A jibóia é uma planta bastante vistosa que tem a habilidade de se apoiar em diversos substratos. Muito comercializada em vasos sobre blocos de substrato, esta planta pode ser uma boa pedida para decorar  interiores. Suas folhas são brilhantes e se alteram de acordo com a maturidade da planta, inicialmente são pequenas, sem variegações ou recortes, com o crescimento tornam-se grandes, variegadas e algumas vezes recortadas. É uma das poucas trepadeiras para utilização à meia-sombra.
Para ter uma folhagem sempre bonita e crescimento rápido, deve ser plantada em substrato rico em matéria orgânica e receber regas periódicas. Pode ser cultivada a pleno sol, mas deve-se cuidar ao apoiá-la sobre árvores, pois com o crescimento corre o risco de sufocar a planta suporte. Tipicamente tropical, não tolera geadas e frio intenso. Multiplica-se por estaquia.
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